Árvore de Natal com enfeites de papel

Com um menino-maluquinho de 1 ano em casa, não tinha a menor condição de decorar a nossa árvore com as tradicionais bolas de vidro. Acho lindo, mas não durariam 5 minutos. Então, já que ando numa fase “handmade”, resolvi fazer enfeites de origami :) Foi meu projeto deste fim-de-semana passado e acho que o resultado ficou legal.

Juntei papéis coloridos, tesoura, fita dupla-face e barbante vermelho. Aí usei este tutorial para fazer caixinhas infláveis e este aqui para fazer a estrela do topo. Ficou assim:

DEZ 2012 - Enfeites

Hora de decorar a árvore. Tive um mini “ajudante”. Eu punha, ele tirava, eu punha, ele tirava.

DEZ 2012 - Xmas Tree 1

Um pouco mais de perto:

DEZ 2012 - Xmas Tree 2

À noite, iluminada:

DEZ 2012 - Xmas Tree 4

Pra prender a estrela no topo, encaixei a luzinha bem no centro do origami. Assim, a estrela brilha de verdade :)

DEZ 2012 - Xmas Tree 5

Pra finalizar, fiz esse varal pra colocar no cestinho:

DEZ 2012 - Xmas Tree 6

Voilà, árvore pronta. Papai Noel já pode vir nos visitar ;)

Avião com bebê: cada um no seu lugar

Mais ou menos 1 mês atrás, fomos ao Brasil pra visitar a família e os amigos. Não foi a primeira viagem de avião do Dani (na época, com quase 11 meses), mas foi a primeira vez que reservamos um assento só pra ele. Mocinho :)

Para segurança da criança, a recomendação da American Airlines é que se use uma das cadeirinhas infantis aprovadas pela FAA (Federal Aviation Administration), devidamente presa no banco da aeronave. A maioria das cadeiras de carro para bebê são aprovadas – a nossa inclusive. O problema é o peso do trambolho. Só de pensar em ter que carregar mais uma coisa pesada assim pro aeroporto, eu quase me arrependia de ter decidido não levar o Dani no colo.

Mas aí fomos pesquisar sobre a única outra alternativa aprovada, o CARES – Child Aviation Restraint System. Esse aqui:

É tipo um extensor do cinto de segurança do avião. Fácil de instalar, pequeno e leve. Pesa só 450g e cabe fácil na bolsa, ou qualquer bagagem de mão. Pode ser usado por crianças entre 9 e 18kg. Bem carinho ($75 dólares), mas acabamos comprando pra testar.

Foi ótimo. O Dani estranhou um pouco no começo (óbvio) e ficou tentando se desvencilhar (óbvio2), mas, na hora que o avião começou a taxiar na pista, ele se distraiu olhando a janela, aí descobriu a tv, o controle remoto… e voilà, decolamos.

Claro que não ficou sentadinho durante todo o vôo; e a gente nem esperava que ficasse. Quis dar uma voltinha pela cabine, explorar o avião, mas acabou cedendo ao cansaço (era um vôo noturno, de 8 horas) e dormiu com a cabeça no meu colo e o corpo todo estendido na poltrona dele.

Dei um jeito de prender o cinto nele e, ufa, o pequeno dormiu praticamente a viagem toda. Sucesso.
Quem não dormiu bem fui eu, mas aí é coisa de mãe boba, que fica acordando pra checar se está tudo bem com a cria.

:)

PS.1: Assim como nos Estados Unidos, o Departamento de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças de qualquer idade voem de avião em um assento individual.

PS.2: Apesar disso, as companhias aéreas brasileiras parecem dificultar um pouco essa opção. Pelo menos, tentei comprar assento para o Dani no site da TAM e da GOL, e não consegui. Ambas assumem que bebês de até 24 meses viajarão no colo. Nada contra (também voamos com o Dani no colo várias vezes), mas não entendo porquê não posso escolher – como no site da AA, por exemplo – “Bebê no Assento (menos de 2 anos)”. Não faz sentido pra mim. Mas, enfim, se a gente começar a analisar a usabilidade de sites de cias. aéreas, xi, é um papo looongo… Fica pra outro post ;)

15 dicas de compras para o primeiro ano do bebê

Caramba, meu bebê fez 1 ano. Um ano!
Nesses 12 meses (desde que engravidei, na verdade), tanta gente me deu tanta dica legal e me ajudou tanto, que fiquei pensando que, agora que eu tenho um pouquinho mais de experiência, posso também compartilhar aqui a minha lista de dicas de compras. De repente, ajudo alguém também, né?

Ah, dois avisos antes:
1. Essa não é uma lista de essenciais. Já tem vários desses check-lists prontos de enxoval ótimos. Minha compilação é de ‘detalhes’ que fazem a diferença, de coisas úteis que tornaram minha vida mais fácil neste primeiro ano.
2. Moro nos Estados Unidos, então minha referência de preço é daqui, e acho que nem todas as coisas são vendidas no Brasil. Mas, como muita gente vem pra cá fazer compras, então acho que o post ainda é válido.

Então tá. Este aqui é meu Top 15 (sem uma ordem específica):

Na maternidade, as enfermeiras faziam o tal swaddle - aquele jeito de embrulhar o bebê com o cobertor, fazendo tipo um pacotinho – para o Dani dormir melhor, sem ficar se acordando por causa dos movimentos involuntários dos braços e pernas. Elas me ensinaram a técnica, só que eu nunca consegui fazer direito. Quando eu o embrulhava, ele sempre se desvencilhava depois de algum tempo, e aí o cobertor ficava ali solto no berço, o que também me deixava aflita, porque o bebê pode se sufocar sem querer e tal. Então, esse saco de dormir da Halo, com essas abas com velcro, foram a solução perfeita. O mesmo resultado de um jeito muito mais fácil. Sei que parece camisa de força e tem gente que fica com pena da criança, mas ajudou – e muito – o Dani a dormir bem. E nada como um bebê que dorme bem pra manter a sanidade dos pais ;)

Onde vende: Amazon, Target, Babies R Us
Quanto custa: $18 dólares

Sério, gente, muito mais prático usar esses macacões de zíper do que ficar fechando um monte de botões. Principalmente nos primeiros meses, quando é comum ter que trocar a fralda no meio da noite. E ainda mais se você tiver um bebê impaciente como o meu.

Onde vende: Esses da foto são da Carters.
Quanto custa: $22 dólares (mas agora está com 50% de desconto!)

Esta girafa nós ganhamos de presente, e é fantástica. Além de ser fofíssima, o que tornou o bichinho tão indispensável aqui em casa é a caixinha de som que vai dentro da pelúcia, com 4 sons calmantes. A gente logo percebeu que o Dani acalmava mesmo com o som de cachoeira (é só um “shhhhh” contínuo) e isso virou parte do ritual de dormir dele :) Conclusão: girafa cidadã-do-mundo, nos acompanha em todas as viagens.

Onde vende: Amazon, Babies R Us
Quanto custa: entre $22 e $30 dólares

Essa Puj Tub, banheirinha de encaixar na pia, é uma dessas idéias que eu queria ter tido. Simples e genial. (Este vídeo mostra bem como é).
Do jeito que sou atrapalhada e descoordenada, achei perfeito não ter que me preocupar em ficar segurando a cabeçinha do Dani recém-nascido. Como dá pra ver na foto, o bebê fica encaixadinho, então você fica com as duas mãos livres para dar banho. Usamos por quase 2 meses, e olha que o Dani sempre foi grandão.

Onde eu comprei: Amazon
Quanto custa: $45 dólares

A última coisa que a gente quer é sentir cheirinho de fralda suja ao entrar no quarto do bebê. Este lixo, o Playtex Diaper Genie Elite, passou no teste aqui em casa. O segredo é a separação em 2 camadas e o fato do saquinho ser anti-odor e anti-bactéria. Cabem umas 30 fraldas (é grande), então não precisa trocar o lixo todos os dias. Bem prático e funcional.

Onde vende: Amazon, Target, Toys R Us
Quanto custa: $34.39 dólares

Não importa qual o modelo do carrinho (isso depende muito do estilo de vida de cada família), mas uma coisa que acho que faz muita diferença é ter uma única barra de empurrar, pra não ter que usar sempre as duas mãos. Eu passeio muito com o Dani sozinha, e é ótimo ter uma mão livre para segurar meu copo de café ou atender o celular ou carregar o guarda-chuva ou… bom, você entendeu meu ponto ;)

Onde vende: este da foto, um Quinny Buzz, na Amazon.
Quanto custa: $579 dólares

Este Mommy Hook é bem conveniente pra quem sai bastante com o bebê no carrinho e não gosta de ficar carregando peso à toa. Muitas vezes, só o cestinho do carrinho não é suficiente pra tudo – bolsas, brinquedos, casaco, câmera fotográfica, sei-lá-mais-o-que. Principalmente se, além de todo o arsenal normal da família e do baby, você ainda tem sacolas extras pra carregar (supermercado, shopping…). Eu uso muito e é uma mão na roda.

Onde eu comprei: Babies R Us, Amazon
Quanto custa: $6,99 dólares

Quando o Dani tinha 4 meses, teve bronquiolite e, entre outros sintomas, ele tinha febre. O pediatra pediu para monitorarmos com frequência a temperatura e foi aí que eu percebi o quão útil é esse termômetro digital de ouvido. Ele consegue medir a temperatura, com precisão, em alguns segundos, e tem uma proteção (descartável, com refil) na ponta, então o ouvido não tem contato com aquela parte que é sempre “geladinha” do termômetro. Vale a pena. Fora que não é só para bebês. Virou o termômetro da família toda.

Onde vende: TargetAmazon
Quanto custa: $38.29 dólares

Eu li em algum lugar que este seria “o item mais nojento que uma mãe amaria”… e é fato. Os bebês não sabem assoar o nariz e este Nosefrida serve justamente para a mãe (ou o pai) fazerem a sucção do muco nasal. Eu comprei quando estava grávida e achei que nunca teria coragem de usar. Até parece, né? Bastou ver o Dani gripadinho, sofrendo pra respirar, que eu peguei na hora este sugador e foi excelente. Bem melhor do que aqueles que dão na maternidade.

Onde vende: Amazon, Babies R Us
Quanto custa: $15 dólares

“O Dani gosta de ler desde que nasceu”. Ou, pelo menos, é assim que a gente gosta de contar a história :)
Mas é que, quando ele veio pra casa da maternidade, ficávamos mostrando várias coisas diferentes pra ver o que chamava a atenção dele. E se tinha algo infalível era este livrinho de figuras Look Look. Tem uma explicação fácil: todas as ilustrações são bem simples, em preto-e-branco, e o alto contraste captura o olhar dos recém-nascidos, que ainda não conseguem distinguir cores. O Dani ficava tão entretido que acabei deixando o livrinho no berço. Às vezes, quando ele acordava no meio da noite, bastava olhar o livro um pouco e ele acabava se distraindo e dormindo de novo. Claro que isso só funcionou nos primeiros meses, mas, ainda assim, o livro é um sucesso.
Bom presentinho para recém-nascidos.

Onde eu comprei: Amazon
Quanto custa: $6.99 dólares

Mais do que brinquedos sofisticados, eletrônicos, etc, o Dani curtiu e se desenvolveu muito com as coisas mais simples. Entre elas, essas bolinhas coloridas, com diferentes texturas, e num tamanho que não é nem tão pequeno pra eles colocarem na boca, nem tão grande que eles não conseguem segurar direito. O tamanho ideal é esse que permite que o bebê pegue a bola com uma mão só. No início, eles talvez segurem com as duas mãos. Depois vão aprendendo a transferir de uma mão para outra. Aí passam a jogar. No começo sem direção, depois lançam para você :) Logo estão também chutando, e inventando outras brincadeiras (esconder-e-procurar, guardar e tirar de caixinhas, etc).

Onde vende: este set com 3 da foto, na Amazon. (Mas tem várias outras legais na Gymboree Play and Music, Babies R Us, Target…)
Quanto custa: $9.99

O Dani não gosta de nada no pé. Em casa, não fica nem de meia, só pé-no-chão. Mas, desde que ele começou a andar, não tem jeito, tem que usar sapato sempre que saímos. Comprei uns 2 pares de tênis super cool e tal, de marcas bacaninhas, mas foi bobagem minha total – olhei design e não pensei direito no uso, na funcionalidade (justo eu, rs, que vergonha).
Agora aprendi. Nessa fase em que eles estão começando a andar, o que funciona são os sapatos ultra-flexíveis, bem “molinhos” mesmo. Nesta categoria, eu tenho comprado esses de couro com sola de camurça (como os da foto) e são perfeitos. Não tem cadarço ou mesmo velcro, só elásticos nas laterais, então é super fácil de colocar, quase como vestir uma meia. Não sei se todos os bebês são assim, mas esses são os únicos sapatos que o Dani não tenta tirar. Agora chegou o frio por aqui, e eu já comprei o modelo de inverno, uma botinha revestida com pêlos bem bonitinha ;)
Não tem jeito, mulheres gostam de comprar sapatos, mesmo que sejam pra meninos que preferiam estar descalços!

Onde vende: Target, Robeez
Quanto custa: $15 a $30, dependendo da marca e modelo

Eu sou a favor da praticidade. E também de soluções à prova do meu desligamento. Essa história de esterilizar… bom, eu sempre ficava com medo de esquecer as mamadeiras e chupetas na panela de água fervendo. Sou desse tipo. Mas, antes que qualquer acidente acontecesse, eu comprei esse esterilizador de microondas e fiquei feliz :) Funciona super bem e cabe bastante coisa. 5 minutinhos e deu.

Onde vende: Amazon, Babies R Us, Target
Quanto custa: $24.50 dólares

Essa foi dica de uma amiga querida, que me viu ‘toda ocupada’ na cozinha preparando as primeiras papinhas de fruta do Dani e me deu o mapa da mina: essas comidinhas da Plum Organics. Sem conservante nem ingredientes artificiais, a linha “Just Fruit” é pura fruta orgânica e vem nesses saquinhos (sem BPA), bem práticos pra levar na bolsa, em viagens, passeios, etc. No começo, eu colocava no pratinho e dava de colherzinha. Depois, o Dani passou a tomar direto do saquinho, como se fosse um suco (são considerados Estágio 1, então a consistência é fininha, fácil de sugar).

Onde vende: Target, Babies R Us, Amazon
Quanto custa: $7.74 a caixa com 6 unidades

Entre 8 e 9 meses, o pediatra disse para começar a dar “finger foods”, comidas cortadas bem pequenas pra ele mesmo pegar com a mão. Só que ele estava com um pouco de dificuldade de fazer o movimento de “pinça” pra pegar os alimentos (e, consequentemente, qualquer outro objeto pequeno). Resolvi testar um outro produto da Plum, esses “super puffs”, que são cereais de arroz com manga e batata doce, que dissolvem na boca, então não tem risco do bebê engasgar. O Dani adorou porque é docinho e fácil de comer. E eu gostei porque não tem corante, açúcar ou gordura e tem pouquíssimas calorias, então ele não vai ficar mais gordinho por causa de alguns desses snacks por dia.

Onde vende: TargetBabies R UsAmazon
Quanto custa: $2.99 dólares

Quando o bebê começa a comer sólidos, é sempre um desafio conseguir manter as roupinhas sem manchas e o chão, seja carpete, tapete ou piso frio, sem rastros de comida. É uma fase de sujeira e acho que não tem muito como evitar. Mas dá pra comprar babadores impermeáveis ao invés dos tradicionais, de algodão. Óbvio que eu não pensei nisso quando montei o enxoval e tinha vários babadores lindinhos, todos de tecido. Óbvio que a metade deles está manchado hoje (a fruta preferida do Dani é manga, então já viu). Enfim, troquei para esses de plástico, que, além de serem grandes (logo, protegem uma área maior), tem modelos bem legais também.

Onde vende: Esses de bichinho da Skip Hop, na Amazon, Babies R Us.
Quanto custa: $8 dólares

Outro item que foi útil aqui foi essa capa de chão da foto. É só um plástico redondo, nada mais, e claro que dá pra improvisar com algo que a gente já tem em casa. Enfim, eu comprei e coloco sempre embaixo da cadeira do Dani na mesa de jantar. Meu chão agradece :)

Onde vende: Babies R Us
Quanto custa: $8.99 dólares

Bom, é isso.
15 itens úteis que passaram pelo crivo do meu pequeno consumidor exigente*.

(*) A propósito, para registrar, este aqui é o Dani =)

Valeu, Miami. Próxima parada: Atlanta.

A relação que desenvolvemos com as cidades onde moramos é como um namoro. Ou um casamento, talvez. Como em todo relacionamento, existem pontos altos e baixos, crises e momentos inesquecíveis. Como em todo relacionamento, a convivência fica mais legal quando a gente aprende a entender e aceitar, sem condescendência, o outro.

Sou paulistana e amo São Paulo, não consigo evitar. É caótica, feia, tem um trânsito ridículo, violência e poluição. Mas é também a cidade onde estão minhas raízes, minha família, os meus melhores amigos… e a melhor pizza do mundo :) Minha infância, adolescência e boa parte da minha vida adulta foram (muito bem) vividas lá. Então, onde quer que eu esteja, parte de mim sempre vai ser paulista, com orgulho.

Aí, em 2008, veio Nova York. Até então – pra seguir na minha analogia do namoro – nunca tínhamos tido um compromisso de longo-prazo. Aliás, era a primeira vez que eu morava fora do Brasil.

“Ai, que chique”, algumas pessoas me diziam, quando eu contava sobre a mudança. Que nada, gente, viver em NY foi incrível, mas zero glamour. Apartamento pequeno, sem porteiro, sem lavanderia, empregada só a cada 15 dias, pegando metrô todo dia, fizesse chuva, sol ou neve. Mas eu não reclamava não. (Mentira, reclamava sim, mas feliz.)

Em NY, aprendi que toda minha banca de mulher independente não servia pra nada na hora que a saudade apertava, que falar inglês com sotaque não é um problema (pelo contrário), e que dá pra trabalhar muito e ainda sair em um horário razoável, sem culpa.

Mas a vida é feita de ciclos e meu ciclo nova-iorquino foi curto – pouco menos de 2 anos. Casei e, em 2010, começava minha relação com Miami. Não foi amor à primeira vista. Calor demais, outlets demais, Romero Britto demais, rs. Mas a cidade me conquistou. Miami me trouxe qualidade de vida, paz de espírito, a oportunidade de trabalhar no modelo de home-office, um novo time pra me matar do coração (Let’s go Heat!) e o ambiente perfeito pra começar minha família. Em Miami, me tornei mãe :) e, bom… isso, por si só, já garante um lugar cativo pra cidade nos meus ‘Top 5 Cities in the World’.

Em algumas semanas, vamos nos mudar de novo. E eu estou aqui, olhando pela janela a Biscayne Bay e o Bayfront Park, com o coração apertado. Vou sentir saudades. Mas, se vou sentir falta, é porque a experiência valeu a pena. E como valeu.

Próxima parada: Atlanta. I’m ready :)

… (sem palavras para descrever)

Pensei em fazer um post sobre a experiência de ser mãe, aproveitando o Dia das Mães que está chegando, o meu primeiro desde o nascimento do Dani. Comecei a escrever várias vezes. Apaguei tudo várias vezes. E cheguei a conclusão de que, por mais que eu fique tentando achar as palavras certas, vou sempre ficar com essa sensação de que não estou fazendo justiça, de que o texto ficou raso demais. Outros já fizeram isso melhor do que eu, em filmes, livros… e até comerciais de tv – como este da P&G que tanta gente comentou nas últimas semanas. Então acho que este não-post é o meu melhor jeito de dizer o quão especial é a maternidade pra mim. Grande demais pra caber aqui. Quem é mãe – e pai – me entende.

Meu marido quer fazer exame de DNA no nosso filho

Desculpem-me pelo título sensacionalista, não resisti. Apesar de ser verdade, não tem nada a ver com teste de paternidade :) Até porque, de acordo com o que a gente tem ouvido, o Daniel é uma boa mistura de nós dois. Sorte a dele, herdou o melhor do pai e da mãe e é um bebê lindo. Mas o post não é pra eu me derreter falando da aparência dele. Aliás, queremos justamente ir além da aparência; queremos conhecer o genótipo dele. É aí que o exame de DNA entra na história. E, ao contrário do que eu dei a entender, a idéia é minha também.

Pode soar complexo ou coisa de pai neurótico, mas, na verdade, é bem mais simples do que parece. Vocês conhecem o 23andMe?

Eu nunca tinha ouvido falar, até meu marido (na época namorado) me dar de presente uma assinatura do tal Personal Genome Service e um kit de coleta, que basicamente é um tubinho pra você cuspir e enviar para o laboratório. Eu sei, não é o presente mais romântico do mundo, mas, se você conhece o Gui, sabe que é a cara dele fazer isso, rs. Mas estou divagando. De volta ao ponto:

O 23andMe faz testes genéticos a partir da sua saliva e publica os resultados online (numa interface bem bonitinha, por sinal). E aí dá para explorar o seu DNA e ver o que seus cromossomos podem te dizer sobre você.

No meu caso, por exemplo, descobri porque fico vermelha quando bebo – tenho só 1 gene ALDH2 ativo (a maioria das pessoas tem dois), que é o responsável pela quebra do álcool no organismo. Por outro lado, minha constituição genética indica que tenho memória ligeiramente melhor do que a média, rá! Mas bem mais relevante do que essas curiosidades foi poder entender meu risco de desenvolver determinadas doenças, identificar se sou portadora de alguma condição genética importante e checar como meu corpo responde a certas drogas e tratamentos.

Dá também pra comparar meus dados com os da comunidade, entender um pouco mais sobre meus ancestrais e procurar parentes pelo mundo, através do cruzamento dos meus dados com o restante da base de usuários. Ainda não fui a fundo em todas essas áreas, mas uma prima distante já me achou por ali.

E pra que vou querer saber que tenho maior predisposição a desenvolver Diabetes Tipo 2 ou Alzheimer quando for mais velha? O Sergey Brin (co-fundador do Google e marido da fundadora do 23andMe) explica isso melhor do que eu. Nesta entrevista pra Wired em 2010, ele conta que, através do serviço, descobriu ter 50% de chance de ter Parkinson (em média, os americanos tem só 1%).

“Eu sei, cedo na minha vida, que tenho uma grande tendência a ter essa condição. Agora, tenho a oportunidade de ajustar minha vida para reduzir as minhas chances (ex.: exercícios físicos podem ter um efeito protetor contra Parkinson). E também tenho a oportunidade de realizar e apoiar pesquisas sobre esta doença, muito antes de ser afetado por ela. E, independentemente da minha própria saúde, isso pode ajudar a minha família e a de outras pessoas também. Então eu tenho sorte em estar nesta posição. Até que a fonte da juventude seja descoberta, todos nós provavelmente vamos ter alguma doença quando ficarmos mais velhos, só que não sabemos o que teremos exatamente. Eu tenho uma ideia melhor do que podem ser os meus problemas de saúde e tenho décadas para me preparar pra enfrentá-los”.

Concordo com o ponto de vista dele. Vejo o 23andMe como um bom exemplo de como inovação e tecnologia podem ser revolucionários. Neste caso, tornando algo tão complexo quanto Genética em um serviço ao alcance de todo mundo.

Quanto ao nosso baby… os testes ainda não são eficazes nesta idade, então teremos que esperar alguns anos pra ver o que mais ele herdou de nós, além dos olhos puxados da mãe e do jeito de franzir a testa do pai.

Talvez você continue achando tudo isso coisa de pai neurótico… mas, bom, o Dani tem 2 pais data-geeks… o que você esperava? ;)

“Up in the air”. Se cuida, George Clooney.

Um dos filmes que eu mais gosto com o George Clooney é “Amor sem Escalas” (“Up in the air”, em inglês, um título muito melhor por sinal). Aquele em que ele interpreta o Ryan Bingham, cliente super VIP da American Airlines, com milhares de milhas voadas e tal. No filme, a companhia aérea trata seus clientes (ao menos, os preferenciais) com respeito e atenção, seu serviço de bordo é simpático e eficiente, e a equipe de solo é sempre solícita e disposta a ajudar.

Na vida real, não é bem assim. Pelo menos, não é o que mostra essa pesquisa aqui: nas redes sociais, a maioria das vezes que alguém fala sobre uma companhia aérea é para falar mal, e no topo do ranking das reclamações está justamente a American Airlines. Só 12% das menções à AA são positivas. Adivinha? Eu faço parte dessa minoria.

Há pouco mais de 1 mês, voamos com o Dani (na época com 3 meses) pela primeira vez. Vôo longo, 8 horas entre Miami e São Paulo. Eu, que sempre reclamei das crianças berrando no vôo (e – detalhe – culpava os pais), estava um pouco apreensiva, com medo de queimar minha língua. Além disso, eu e meu marido tínhamos reservado assentos em classes diferentes e queríamos que a companhia re-arranjasse nossos lugares para podermos viajar juntos. Esse tipo de mudança, em um vôo normalmente lotado, é sempre meio complicada e eu já estava antecipando uma confusãozinha no aeroporto. Que nada. Desde o balcão do check-in, passando pelo lounge (Admirals Club), até o atendimento no portão de embarque, tivemos tratamento digno de George Clooney ;)

Já dentro do avião, tivemos mais uma sorte: nosso comissário de bordo tinha o maior jeito com crianças. Conversou com o Dani, nos ofereceu travesseiro e cobertor extra pra acomodarmos melhor o bebe… enfim, fez o que estava ao alcance dele pra tornar nossa viagem mais confortável.

Até que, logo depois da decolagem, o comissário se aproxima, pedindo pra confirmar o nome do bebê. “Eu sabia”, já fui logo pensando, “claro que deu algum rolo com essa troca de lugares, criança no colo etc”. Enfim, confirmamos as informações. Alguns minutos depois, ele retorna com um envelope.

Era um certificado de “Meu primeiro vôo” para o Daniel, assinado por ele e pelo capitão. Gesto pequeno, mas que tornou aquela primeira viagem de avião com o baby ainda mais marcante.

E só pra encerrar com chave de ouro, o Dani dormiu praticamente durante todo o trajeto e não incomodou ninguém.

Pra mim, está claro: a American Airlines já identificou que ele vai ser um viajante frequente, o próximo Mr. Bingham, e resolveu começar o processo de fidelização desde cedo. Predictive Marketing ;)

PS: Na semana passada, recebi uma carta da American, me comunicando que, apesar de eu não ter alcançado o número necessário de milhas, a companhia resolveu me conceder o status de cliente “platinum” e já me enviaram o novo cartão. É… se 88% dos clientes fala mal, é bom que eles tratem bem os 12% restantes mesmo :)



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