Taí uma coisa que sinto falta de São Paulo. Poder comprar o ingresso e escolher o lugar onde quero sentar. E poder decidir não ir se só tiver lugar nas primeiras filas, por exemplo.
Adoro cinema, mas se tem uma coisa que me estraga o humor é aquele tumulto na entrada da sala, ter que ficar na fila um tempão antes do início dos filmes mais concorridos, as pessoas correndo desesperadas para pegar um bom lugar. Concorda que isso prejudica muito a experiência? E que não tem o menor sentido?
Foi o recurso de reserva de lugar que me fez voltar a freqüentar o Kinoplex no Itaim. E, antes dele, o Cinemark do Iguatemi. Antes disso, privilegiava salas grandes ou filmes menos badalados. Ou seja, se mapeassem o meu “modelo mental” para ir ao cinema, este ia ser, certamente, um dos pilares de decisão.
Achei que isso era meio um senso comum. Pra mim, é um recurso tão óbvio, que faz tanto sentido. Por isso, me surpreendi hoje. Estava fazendo uma pesquisa rápida na web pra ver os países que adotam o sistema, e encontrei várias reações negativas na Austrália porque a rede de cinemas BCC implementou o “seat allocation” em Janeiro agora.
“So long BCC, it’s been nice, but don’t expect the people in my group to return until this stupidity is removed and people can make their own decisions as to where they want to sit.”
Juro que não entendo. Nada mais justo que privilegiar quem comprou antes. Certo?
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