5 coisas que eu aprendi em 5 anos nos Estados Unidos

Em Julho de 2008, eu desembarcava em NY com 2 malas gigantes, um visto de trabalho, e aquele frio na barriga de quem se muda sozinha, pela primeira vez na vida, pra um outro país.

Aconteceu tanta coisa (tão importante) nesse tempo, que não parece que faz só 5 anos e meio.

Resolvi parar e fazer um balanço. Aí o balanço virou uma lista, que virou esse post.

“5 coisas que eu aprendi em 5 anos nos Estados Unidos”

1. Qualidade de vida tem muito a ver com viver sem medo de violência.

Eu sei que é óbvio, mas, tendo morado minha vida toda em São Paulo, já tinha me acostumado a estar sempre naquele estado de alerta, a nunca andar com os vidros do carro abertos, a não usar jóias, a não deixar nada de valor exposto, a evitar andar sozinha à noite, aquela neura paulistana. Tudo isso era normal pra mim e, pra falar a verdade, eu nem me dava conta do quanto tudo isso era estressante. Era o meu “normal”. Aí me mudei pra Nova York. No começo, ainda andava desconfiada, olhando pra trás, porque demora a cair a ficha de que dá pra viver com mais segurança. Mas também, quando a ficha cai, o difícil é aceitar viver de outro jeito. Não que aqui não tenha crime. Tem. Mas é num outro nível. E o que acontece é que, aos poucos, a gente vai relaxando, vai mudando o modus-operandi (e o estado de espírito), e descobre o quanto se ganha em qualidade de vida quando você se sente seguro.

Quando dá saudade do Brasil (sempre) e a gente pensa em voltar (às vezes), esse é o maior motivo que me faz desistir. Meu filho tem só 2 anos, a vida toda pela frente, e enquanto eu puder escolher, não quero que ele tenha que aprender a viver no stress de uma cidade perigosa – muito menos, que ache isso normal.

PS.1: Moramos também em Miami e em Atlanta, que são cidades totalmente diferentes de NY (e diferentes entre si), mas que também oferecem essa sensação de segurança pra quem mora por lá, coisa que muitas cidades pequenas do interior do Brasil já não oferecem mais. Triste.

PS.2: NY já foi uma das cidades mais violentas do mundo. E nem faz tanto tempo assim. Esse texto tem um bom resumo do que foi feito nas últimas décadas pra reverter essa situação.

PS.3: No meu primeiro ano em NY, meu apartamento foi invadido. Aliás, meu escritório também. Por ratos! Este sim um problema que Nova York ainda não conseguiu resolver.

2. Pontualidade é sinal de respeito.

Simples assim.
Eu, que sempre fui atrasada, aprendi.
É simples mesmo. Reunião marcada pras 10:30 começa às 10:30. Aliás, também termina na hora marcada. Não importa se você é muito ocupado, muito importante, muito o-que-quer-que-seja, seja pontual.

E isso não vale só no trabalho, vale pra qualquer compromisso social. Happy hour, festa de criança, jantar com amigos…

Nos primeiros meses aqui, achava engraçado quando alguém me avisava que chegaria atrasado “uns 5 minutos”. E ainda se desculpava. 5 minutos de atraso, no Brasil, é chegar na hora, eu pensava. Hoje, não acho mais graça, acho sinal de educação. Taí uma coisa que eu aprendi com os americanos: Be on time. Pontualidade é sinal de respeito.

3. Nosso famoso “jeitinho brasileiro” sucks.

No Brasil, eu já escapei de tomar multa porque o guarda foi com a minha cara, já consegui mais prazo pra entregar trabalho na escola conversando “com jeito” com o professor, já menti idade pra entrar na balada, já tive carteira de estudante fake. Não estou me gabando, pelo contrário, mas essas coisas ilustram uma verdade brasileira: a gente sempre acha que dá pra dar um jeitinho, e nem percebe o quão nocivo isso é.

Nos Estados Unidos não rola. No geral, o americano segue a regra, é “by the book”. Essa falta de flexibilidade pode ser irritante, mas é melhor que seja assim, porque a regra vale, e é igual pra todo mundo. Você sabe o que esperar, é mais justo.

O jeitinho faz parte da cultura do Brasil e, às vezes, a gente até se orgulha disso. Somos flexíveis e criativos. O problema é que o jeitinho anda de mãos dadas com a malandragem, com a esperteza de levar vantagem em tudo, que, aliás, é a semente da corrupção e da impunidade, né?

Morar nos Estados Unidos me deu ainda mais certeza de que o nosso jeitinho brasileiro não tem nada de cool e nada de inofensivo. Hoje, sou bem mais a “falta de jeito” americana.

4. Quer casa, comida, e roupa lavada? Do it yourself.

Em São Paulo, eu tinha uma vida com luxos que nunca vou ter aqui. Tinha uma ajudante faz-tudo que me dava casa limpa, roupa lavada e passada, cama perfeitamente arrumada, e mais qualquer coisa que eu precisasse. Todo-santo-dia.

Aqui, esse tipo de serviço é bem caro, um luxo mesmo. Então, fazer o que, a gente mesmo se vira e põe a mão na massa pra deixar tudo (mais ou menos) em ordem. Ou seja, além da meta de “inbox zero”, a gente também tem meta de “louça zero” e “laundry zero” aqui em casa, rs.

Recentemente, vários amigos postaram esse texto que fala da relação direta entre lavar o próprio banheiro e poder abrir um laptop no ônibus. Eu nem concordo tanto assim que desigualdade social seja a única razão da violência no Brasil (vide NY, segura, apesar de desigual), mas tenho que admitir que “lavar meu banheiro”, de alguma forma, me tornou uma pessoa melhor.

Eu nunca tinha precisado ser tão “dona-de-casa” e fazer tantas coisas sem ajuda como aqui. Obviamente sinto falta da minha super-ajudante, mas, parando pra pensar, morar nos EUA me deu uma perspectiva de vida diferente, me fez perder algumas frescuras, me tornou mais prática, mais simples, mais resolvida e mais independente. E isso é bom.

5. Posso morar pra sempre nos Estados Unidos, mas o Brasil nunca vai deixar de ser minha casa.

Eu gosto de morar nos Estados Unidos, mas longe de só enxergar coisas boas e achar que tudo é melhor aqui. Sinto falta do atendimento médico mais humano do Brasil, acho a cultura exagerada do politicamente-correto daqui um saco, não acho muita graça do humor americano, preferiria um lugar sem risco de furacões e terremotos, e que não fosse alvo de terroristas.

Mas tudo isso faz parte da experiência de morar aqui. A gente aprende e cresce com as coisas boas e ruins.

Duro mesmo é conviver com a distância da família e dos amigos, não estar lá pra dar abraços de aniversário, não estar lá pra dar colo quando alguém precisa, enfim, não estar lá sempre que eu queria estar. Essa é a parte mais difícil. Porque eu vim pra cá “velha”, com 30 anos, quando as principais relações da minha vida já estavam formadas, e com 3 décadas de formação cultural/política/social vividas no Brasil. Ou seja, tenho referências e valores diferentes dos americanos e acho que isso, muito mais do que a diferença de idioma, faz com que eu sempre me sinta uma estrangeira aqui. Não significa que não me sinta bem ou que sofra preconceito, pelo contrário. Mas, por outro lado, acho que São Paulo (e o Brasil), com todos os seus problemas, vai ter sempre esse efeito em mim – o de me fazer me sentir em casa.

Árvore de Natal com enfeites de papel

Com um menino-maluquinho de 1 ano em casa, não tinha a menor condição de decorar a nossa árvore com as tradicionais bolas de vidro. Acho lindo, mas não durariam 5 minutos. Então, já que ando numa fase “handmade”, resolvi fazer enfeites de origami :) Foi meu projeto deste fim-de-semana passado e acho que o resultado ficou legal.

Juntei papéis coloridos, tesoura, fita dupla-face e barbante vermelho. Aí usei este tutorial para fazer caixinhas infláveis e este aqui para fazer a estrela do topo. Ficou assim:

DEZ 2012 - Enfeites

Hora de decorar a árvore. Tive um mini “ajudante”. Eu punha, ele tirava, eu punha, ele tirava.

DEZ 2012 - Xmas Tree 1

Um pouco mais de perto:

DEZ 2012 - Xmas Tree 2

À noite, iluminada:

DEZ 2012 - Xmas Tree 4

Pra prender a estrela no topo, encaixei a luzinha bem no centro do origami. Assim, a estrela brilha de verdade :)

DEZ 2012 - Xmas Tree 5

Pra finalizar, fiz esse varal pra colocar no cestinho:

DEZ 2012 - Xmas Tree 6

Voilà, árvore pronta. Papai Noel já pode vir nos visitar ;)

Avião com bebê: cada um no seu lugar

Mais ou menos 1 mês atrás, fomos ao Brasil pra visitar a família e os amigos. Não foi a primeira viagem de avião do Dani (na época, com quase 11 meses), mas foi a primeira vez que reservamos um assento só pra ele. Mocinho :)

Para segurança da criança, a recomendação da American Airlines é que se use uma das cadeirinhas infantis aprovadas pela FAA (Federal Aviation Administration), devidamente presa no banco da aeronave. A maioria das cadeiras de carro para bebê são aprovadas – a nossa inclusive. O problema é o peso do trambolho. Só de pensar em ter que carregar mais uma coisa pesada assim pro aeroporto, eu quase me arrependia de ter decidido não levar o Dani no colo.

Mas aí fomos pesquisar sobre a única outra alternativa aprovada, o CARES – Child Aviation Restraint System. Esse aqui:

É tipo um extensor do cinto de segurança do avião. Fácil de instalar, pequeno e leve. Pesa só 450g e cabe fácil na bolsa, ou qualquer bagagem de mão. Pode ser usado por crianças entre 9 e 18kg. Bem carinho ($75 dólares), mas acabamos comprando pra testar.

Foi ótimo. O Dani estranhou um pouco no começo (óbvio) e ficou tentando se desvencilhar (óbvio2), mas, na hora que o avião começou a taxiar na pista, ele se distraiu olhando a janela, aí descobriu a tv, o controle remoto… e voilà, decolamos.

Claro que não ficou sentadinho durante todo o vôo; e a gente nem esperava que ficasse. Quis dar uma voltinha pela cabine, explorar o avião, mas acabou cedendo ao cansaço (era um vôo noturno, de 8 horas) e dormiu com a cabeça no meu colo e o corpo todo estendido na poltrona dele.

Dei um jeito de prender o cinto nele e, ufa, o pequeno dormiu praticamente a viagem toda. Sucesso.
Quem não dormiu bem fui eu, mas aí é coisa de mãe boba, que fica acordando pra checar se está tudo bem com a cria.

:)

PS.1: Assim como nos Estados Unidos, o Departamento de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças de qualquer idade voem de avião em um assento individual.

PS.2: Apesar disso, as companhias aéreas brasileiras parecem dificultar um pouco essa opção. Pelo menos, tentei comprar assento para o Dani no site da TAM e da GOL, e não consegui. Ambas assumem que bebês de até 24 meses viajarão no colo. Nada contra (também voamos com o Dani no colo várias vezes), mas não entendo porquê não posso escolher – como no site da AA, por exemplo – “Bebê no Assento (menos de 2 anos)”. Não faz sentido pra mim. Mas, enfim, se a gente começar a analisar a usabilidade de sites de cias. aéreas, xi, é um papo looongo… Fica pra outro post ;)

15 dicas de compras para o primeiro ano do bebê

Caramba, meu bebê fez 1 ano. Um ano!
Nesses 12 meses (desde que engravidei, na verdade), tanta gente me deu tanta dica legal e me ajudou tanto, que fiquei pensando que, agora que eu tenho um pouquinho mais de experiência, posso também compartilhar aqui a minha lista de dicas de compras. De repente, ajudo alguém também, né?

Ah, dois avisos antes:
1. Essa não é uma lista de essenciais. Já tem vários desses check-lists prontos de enxoval ótimos. Minha compilação é de ‘detalhes’ que fazem a diferença, de coisas úteis que tornaram minha vida mais fácil neste primeiro ano.
2. Moro nos Estados Unidos, então minha referência de preço é daqui, e acho que nem todas as coisas são vendidas no Brasil. Mas, como muita gente vem pra cá fazer compras, então acho que o post ainda é válido.

Então tá. Este aqui é meu Top 15 (sem uma ordem específica):

Na maternidade, as enfermeiras faziam o tal swaddle – aquele jeito de embrulhar o bebê com o cobertor, fazendo tipo um pacotinho – para o Dani dormir melhor, sem ficar se acordando por causa dos movimentos involuntários dos braços e pernas. Elas me ensinaram a técnica, só que eu nunca consegui fazer direito. Quando eu o embrulhava, ele sempre se desvencilhava depois de algum tempo, e aí o cobertor ficava ali solto no berço, o que também me deixava aflita, porque o bebê pode se sufocar sem querer e tal. Então, esse saco de dormir da Halo, com essas abas com velcro, foram a solução perfeita. O mesmo resultado de um jeito muito mais fácil. Sei que parece camisa de força e tem gente que fica com pena da criança, mas ajudou – e muito – o Dani a dormir bem. E nada como um bebê que dorme bem pra manter a sanidade dos pais ;)

Onde vende: Amazon, Target, Babies R Us
Quanto custa: $18 dólares

Sério, gente, muito mais prático usar esses macacões de zíper do que ficar fechando um monte de botões. Principalmente nos primeiros meses, quando é comum ter que trocar a fralda no meio da noite. E ainda mais se você tiver um bebê impaciente como o meu.

Onde vende: Esses da foto são da Carters.
Quanto custa: $22 dólares (mas agora está com 50% de desconto!)

Esta girafa nós ganhamos de presente, e é fantástica. Além de ser fofíssima, o que tornou o bichinho tão indispensável aqui em casa é a caixinha de som que vai dentro da pelúcia, com 4 sons calmantes. A gente logo percebeu que o Dani acalmava mesmo com o som de cachoeira (é só um “shhhhh” contínuo) e isso virou parte do ritual de dormir dele :) Conclusão: girafa cidadã-do-mundo, nos acompanha em todas as viagens.

Onde vende: Amazon, Babies R Us
Quanto custa: entre $22 e $30 dólares

Essa Puj Tub, banheirinha de encaixar na pia, é uma dessas idéias que eu queria ter tido. Simples e genial. (Este vídeo mostra bem como é).
Do jeito que sou atrapalhada e descoordenada, achei perfeito não ter que me preocupar em ficar segurando a cabeçinha do Dani recém-nascido. Como dá pra ver na foto, o bebê fica encaixadinho, então você fica com as duas mãos livres para dar banho. Usamos por quase 2 meses, e olha que o Dani sempre foi grandão.

Onde eu comprei: Amazon
Quanto custa: $45 dólares

A última coisa que a gente quer é sentir cheirinho de fralda suja ao entrar no quarto do bebê. Este lixo, o Playtex Diaper Genie Elite, passou no teste aqui em casa. O segredo é a separação em 2 camadas e o fato do saquinho ser anti-odor e anti-bactéria. Cabem umas 30 fraldas (é grande), então não precisa trocar o lixo todos os dias. Bem prático e funcional.

Onde vende: Amazon, Target, Toys R Us
Quanto custa: $34.39 dólares

Não importa qual o modelo do carrinho (isso depende muito do estilo de vida de cada família), mas uma coisa que acho que faz muita diferença é ter uma única barra de empurrar, pra não ter que usar sempre as duas mãos. Eu passeio muito com o Dani sozinha, e é ótimo ter uma mão livre para segurar meu copo de café ou atender o celular ou carregar o guarda-chuva ou… bom, você entendeu meu ponto ;)

Onde vende: este da foto, um Quinny Buzz, na Amazon.
Quanto custa: $579 dólares

Este Mommy Hook é bem conveniente pra quem sai bastante com o bebê no carrinho e não gosta de ficar carregando peso à toa. Muitas vezes, só o cestinho do carrinho não é suficiente pra tudo – bolsas, brinquedos, casaco, câmera fotográfica, sei-lá-mais-o-que. Principalmente se, além de todo o arsenal normal da família e do baby, você ainda tem sacolas extras pra carregar (supermercado, shopping…). Eu uso muito e é uma mão na roda.

Onde eu comprei: Babies R Us, Amazon
Quanto custa: $6,99 dólares

Quando o Dani tinha 4 meses, teve bronquiolite e, entre outros sintomas, ele tinha febre. O pediatra pediu para monitorarmos com frequência a temperatura e foi aí que eu percebi o quão útil é esse termômetro digital de ouvido. Ele consegue medir a temperatura, com precisão, em alguns segundos, e tem uma proteção (descartável, com refil) na ponta, então o ouvido não tem contato com aquela parte que é sempre “geladinha” do termômetro. Vale a pena. Fora que não é só para bebês. Virou o termômetro da família toda.

Onde vende: TargetAmazon
Quanto custa: $38.29 dólares

Eu li em algum lugar que este seria “o item mais nojento que uma mãe amaria”… e é fato. Os bebês não sabem assoar o nariz e este Nosefrida serve justamente para a mãe (ou o pai) fazerem a sucção do muco nasal. Eu comprei quando estava grávida e achei que nunca teria coragem de usar. Até parece, né? Bastou ver o Dani gripadinho, sofrendo pra respirar, que eu peguei na hora este sugador e foi excelente. Bem melhor do que aqueles que dão na maternidade.

Onde vende: Amazon, Babies R Us
Quanto custa: $15 dólares

“O Dani gosta de ler desde que nasceu”. Ou, pelo menos, é assim que a gente gosta de contar a história :)
Mas é que, quando ele veio pra casa da maternidade, ficávamos mostrando várias coisas diferentes pra ver o que chamava a atenção dele. E se tinha algo infalível era este livrinho de figuras Look Look. Tem uma explicação fácil: todas as ilustrações são bem simples, em preto-e-branco, e o alto contraste captura o olhar dos recém-nascidos, que ainda não conseguem distinguir cores. O Dani ficava tão entretido que acabei deixando o livrinho no berço. Às vezes, quando ele acordava no meio da noite, bastava olhar o livro um pouco e ele acabava se distraindo e dormindo de novo. Claro que isso só funcionou nos primeiros meses, mas, ainda assim, o livro é um sucesso.
Bom presentinho para recém-nascidos.

Onde eu comprei: Amazon
Quanto custa: $6.99 dólares

Mais do que brinquedos sofisticados, eletrônicos, etc, o Dani curtiu e se desenvolveu muito com as coisas mais simples. Entre elas, essas bolinhas coloridas, com diferentes texturas, e num tamanho que não é nem tão pequeno pra eles colocarem na boca, nem tão grande que eles não conseguem segurar direito. O tamanho ideal é esse que permite que o bebê pegue a bola com uma mão só. No início, eles talvez segurem com as duas mãos. Depois vão aprendendo a transferir de uma mão para outra. Aí passam a jogar. No começo sem direção, depois lançam para você :) Logo estão também chutando, e inventando outras brincadeiras (esconder-e-procurar, guardar e tirar de caixinhas, etc).

Onde vende: este set com 3 da foto, na Amazon. (Mas tem várias outras legais na Gymboree Play and Music, Babies R Us, Target…)
Quanto custa: $9.99

O Dani não gosta de nada no pé. Em casa, não fica nem de meia, só pé-no-chão. Mas, desde que ele começou a andar, não tem jeito, tem que usar sapato sempre que saímos. Comprei uns 2 pares de tênis super cool e tal, de marcas bacaninhas, mas foi bobagem minha total – olhei design e não pensei direito no uso, na funcionalidade (justo eu, rs, que vergonha).
Agora aprendi. Nessa fase em que eles estão começando a andar, o que funciona são os sapatos ultra-flexíveis, bem “molinhos” mesmo. Nesta categoria, eu tenho comprado esses de couro com sola de camurça (como os da foto) e são perfeitos. Não tem cadarço ou mesmo velcro, só elásticos nas laterais, então é super fácil de colocar, quase como vestir uma meia. Não sei se todos os bebês são assim, mas esses são os únicos sapatos que o Dani não tenta tirar. Agora chegou o frio por aqui, e eu já comprei o modelo de inverno, uma botinha revestida com pêlos bem bonitinha ;)
Não tem jeito, mulheres gostam de comprar sapatos, mesmo que sejam pra meninos que preferiam estar descalços!

Onde vende: Target, Robeez
Quanto custa: $15 a $30, dependendo da marca e modelo

Eu sou a favor da praticidade. E também de soluções à prova do meu desligamento. Essa história de esterilizar… bom, eu sempre ficava com medo de esquecer as mamadeiras e chupetas na panela de água fervendo. Sou desse tipo. Mas, antes que qualquer acidente acontecesse, eu comprei esse esterilizador de microondas e fiquei feliz :) Funciona super bem e cabe bastante coisa. 5 minutinhos e deu.

Onde vende: Amazon, Babies R Us, Target
Quanto custa: $24.50 dólares

Essa foi dica de uma amiga querida, que me viu ‘toda ocupada’ na cozinha preparando as primeiras papinhas de fruta do Dani e me deu o mapa da mina: essas comidinhas da Plum Organics. Sem conservante nem ingredientes artificiais, a linha “Just Fruit” é pura fruta orgânica e vem nesses saquinhos (sem BPA), bem práticos pra levar na bolsa, em viagens, passeios, etc. No começo, eu colocava no pratinho e dava de colherzinha. Depois, o Dani passou a tomar direto do saquinho, como se fosse um suco (são considerados Estágio 1, então a consistência é fininha, fácil de sugar).

Onde vende: Target, Babies R Us, Amazon
Quanto custa: $7.74 a caixa com 6 unidades

Entre 8 e 9 meses, o pediatra disse para começar a dar “finger foods”, comidas cortadas bem pequenas pra ele mesmo pegar com a mão. Só que ele estava com um pouco de dificuldade de fazer o movimento de “pinça” pra pegar os alimentos (e, consequentemente, qualquer outro objeto pequeno). Resolvi testar um outro produto da Plum, esses “super puffs”, que são cereais de arroz com manga e batata doce, que dissolvem na boca, então não tem risco do bebê engasgar. O Dani adorou porque é docinho e fácil de comer. E eu gostei porque não tem corante, açúcar ou gordura e tem pouquíssimas calorias, então ele não vai ficar mais gordinho por causa de alguns desses snacks por dia.

Onde vende: TargetBabies R UsAmazon
Quanto custa: $2.99 dólares

Quando o bebê começa a comer sólidos, é sempre um desafio conseguir manter as roupinhas sem manchas e o chão, seja carpete, tapete ou piso frio, sem rastros de comida. É uma fase de sujeira e acho que não tem muito como evitar. Mas dá pra comprar babadores impermeáveis ao invés dos tradicionais, de algodão. Óbvio que eu não pensei nisso quando montei o enxoval e tinha vários babadores lindinhos, todos de tecido. Óbvio que a metade deles está manchado hoje (a fruta preferida do Dani é manga, então já viu). Enfim, troquei para esses de plástico, que, além de serem grandes (logo, protegem uma área maior), tem modelos bem legais também.

Onde vende: Esses de bichinho da Skip Hop, na Amazon, Babies R Us.
Quanto custa: $8 dólares

Outro item que foi útil aqui foi essa capa de chão da foto. É só um plástico redondo, nada mais, e claro que dá pra improvisar com algo que a gente já tem em casa. Enfim, eu comprei e coloco sempre embaixo da cadeira do Dani na mesa de jantar. Meu chão agradece :)

Onde vende: Babies R Us
Quanto custa: $8.99 dólares

Bom, é isso.
15 itens úteis que passaram pelo crivo do meu pequeno consumidor exigente*.

(*) A propósito, para registrar, este aqui é o Dani =)

Valeu, Miami. Próxima parada: Atlanta.

A relação que desenvolvemos com as cidades onde moramos é como um namoro. Ou um casamento, talvez. Como em todo relacionamento, existem pontos altos e baixos, crises e momentos inesquecíveis. Como em todo relacionamento, a convivência fica mais legal quando a gente aprende a entender e aceitar, sem condescendência, o outro.

Sou paulistana e amo São Paulo, não consigo evitar. É caótica, feia, tem um trânsito ridículo, violência e poluição. Mas é também a cidade onde estão minhas raízes, minha família, os meus melhores amigos… e a melhor pizza do mundo :) Minha infância, adolescência e boa parte da minha vida adulta foram (muito bem) vividas lá. Então, onde quer que eu esteja, parte de mim sempre vai ser paulista, com orgulho.

Aí, em 2008, veio Nova York. Até então – pra seguir na minha analogia do namoro – nunca tínhamos tido um compromisso de longo-prazo. Aliás, era a primeira vez que eu morava fora do Brasil.

“Ai, que chique”, algumas pessoas me diziam, quando eu contava sobre a mudança. Que nada, gente, viver em NY foi incrível, mas zero glamour. Apartamento pequeno, sem porteiro, sem lavanderia, empregada só a cada 15 dias, pegando metrô todo dia, fizesse chuva, sol ou neve. Mas eu não reclamava não. (Mentira, reclamava sim, mas feliz.)

Em NY, aprendi que toda minha banca de mulher independente não servia pra nada na hora que a saudade apertava, que falar inglês com sotaque não é um problema (pelo contrário), e que dá pra trabalhar muito e ainda sair em um horário razoável, sem culpa.

Mas a vida é feita de ciclos e meu ciclo nova-iorquino foi curto – pouco menos de 2 anos. Casei e, em 2010, começava minha relação com Miami. Não foi amor à primeira vista. Calor demais, outlets demais, Romero Britto demais, rs. Mas a cidade me conquistou. Miami me trouxe qualidade de vida, paz de espírito, a oportunidade de trabalhar no modelo de home-office, um novo time pra me matar do coração (Let’s go Heat!) e o ambiente perfeito pra começar minha família. Em Miami, me tornei mãe :) e, bom… isso, por si só, já garante um lugar cativo pra cidade nos meus ‘Top 5 Cities in the World’.

Em algumas semanas, vamos nos mudar de novo. E eu estou aqui, olhando pela janela a Biscayne Bay e o Bayfront Park, com o coração apertado. Vou sentir saudades. Mas, se vou sentir falta, é porque a experiência valeu a pena. E como valeu.

Próxima parada: Atlanta. I’m ready :)

… (sem palavras para descrever)

Pensei em fazer um post sobre a experiência de ser mãe, aproveitando o Dia das Mães que está chegando, o meu primeiro desde o nascimento do Dani. Comecei a escrever várias vezes. Apaguei tudo várias vezes. E cheguei a conclusão de que, por mais que eu fique tentando achar as palavras certas, vou sempre ficar com essa sensação de que não estou fazendo justiça, de que o texto ficou raso demais. Outros já fizeram isso melhor do que eu, em filmes, livros… e até comerciais de tv – como este da P&G que tanta gente comentou nas últimas semanas. Então acho que este não-post é o meu melhor jeito de dizer o quão especial é a maternidade pra mim. Grande demais pra caber aqui. Quem é mãe – e pai – me entende.

Meu marido quer fazer exame de DNA no nosso filho

Desculpem-me pelo título sensacionalista, não resisti. Apesar de ser verdade, não tem nada a ver com teste de paternidade :) Até porque, de acordo com o que a gente tem ouvido, o Daniel é uma boa mistura de nós dois. Sorte a dele, herdou o melhor do pai e da mãe e é um bebê lindo. Mas o post não é pra eu me derreter falando da aparência dele. Aliás, queremos justamente ir além da aparência; queremos conhecer o genótipo dele. É aí que o exame de DNA entra na história. E, ao contrário do que eu dei a entender, a idéia é minha também.

Pode soar complexo ou coisa de pai neurótico, mas, na verdade, é bem mais simples do que parece. Vocês conhecem o 23andMe?

Eu nunca tinha ouvido falar, até meu marido (na época namorado) me dar de presente uma assinatura do tal Personal Genome Service e um kit de coleta, que basicamente é um tubinho pra você cuspir e enviar para o laboratório. Eu sei, não é o presente mais romântico do mundo, mas, se você conhece o Gui, sabe que é a cara dele fazer isso, rs. Mas estou divagando. De volta ao ponto:

O 23andMe faz testes genéticos a partir da sua saliva e publica os resultados online (numa interface bem bonitinha, por sinal). E aí dá para explorar o seu DNA e ver o que seus cromossomos podem te dizer sobre você.

No meu caso, por exemplo, descobri porque fico vermelha quando bebo – tenho só 1 gene ALDH2 ativo (a maioria das pessoas tem dois), que é o responsável pela quebra do álcool no organismo. Por outro lado, minha constituição genética indica que tenho memória ligeiramente melhor do que a média, rá! Mas bem mais relevante do que essas curiosidades foi poder entender meu risco de desenvolver determinadas doenças, identificar se sou portadora de alguma condição genética importante e checar como meu corpo responde a certas drogas e tratamentos.

Dá também pra comparar meus dados com os da comunidade, entender um pouco mais sobre meus ancestrais e procurar parentes pelo mundo, através do cruzamento dos meus dados com o restante da base de usuários. Ainda não fui a fundo em todas essas áreas, mas uma prima distante já me achou por ali.

E pra que vou querer saber que tenho maior predisposição a desenvolver Diabetes Tipo 2 ou Alzheimer quando for mais velha? O Sergey Brin (co-fundador do Google e marido da fundadora do 23andMe) explica isso melhor do que eu. Nesta entrevista pra Wired em 2010, ele conta que, através do serviço, descobriu ter 50% de chance de ter Parkinson (em média, os americanos tem só 1%).

“Eu sei, cedo na minha vida, que tenho uma grande tendência a ter essa condição. Agora, tenho a oportunidade de ajustar minha vida para reduzir as minhas chances (ex.: exercícios físicos podem ter um efeito protetor contra Parkinson). E também tenho a oportunidade de realizar e apoiar pesquisas sobre esta doença, muito antes de ser afetado por ela. E, independentemente da minha própria saúde, isso pode ajudar a minha família e a de outras pessoas também. Então eu tenho sorte em estar nesta posição. Até que a fonte da juventude seja descoberta, todos nós provavelmente vamos ter alguma doença quando ficarmos mais velhos, só que não sabemos o que teremos exatamente. Eu tenho uma ideia melhor do que podem ser os meus problemas de saúde e tenho décadas para me preparar pra enfrentá-los”.

Concordo com o ponto de vista dele. Vejo o 23andMe como um bom exemplo de como inovação e tecnologia podem ser revolucionários. Neste caso, tornando algo tão complexo quanto Genética em um serviço ao alcance de todo mundo.

Quanto ao nosso baby… os testes ainda não são eficazes nesta idade, então teremos que esperar alguns anos pra ver o que mais ele herdou de nós, além dos olhos puxados da mãe e do jeito de franzir a testa do pai.

Talvez você continue achando tudo isso coisa de pai neurótico… mas, bom, o Dani tem 2 pais data-geeks… o que você esperava? ;)


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