Archive for the 'Esporte' Category

“NBA experience”. É legal mesmo pra quem não gosta de basquete.

Sempre gostei muito de esporte, mas, mesmo pra quem não gosta, assistir a um jogo da NBA ao vivo, seja em qual cidade for, é uma experiência legal. Se for pra torcer para o time da casa, melhor. Se for contra um outro time forte, melhor ainda. Se for durante os playoffs, melhor ainda ainda :)

Moramos a algumas quadras do American Airlines Arena, a casa do Miami Heat, então, sempre que dá, vamos ao estádio torcer para o time. E sempre que alguém vem nos visitar, tentamos incluir um jogo no programa.

Se você não gosta de basquete, vale pelo evento, pelo “show”. Não dá pra negar, americanos sabem fazer este tipo de show como ninguém.

Caso você nunca tenha ido, deixa eu tentar te dar uma idéia de como é (e imagino que seja mais ou menos assim em qualquer estádio):

Antes do jogo, o locutor apresenta os jogadores titulares. Primeiro, os do time adversário, anunciados em um tom de voz intencionalmente sem emoção, num desânimo só. Acho graça disso toda vez. Em seguida, os do time da casa. Mas aí calma, que não dá pra apresentar os nossos jogadores assim, sem um drama. Então tá. As luzes todas se apagam. O telão se acende. Os letreiros luminosos das arquibancadas começam a piscar.

IT IS TIME, anuncia o locutor, chamando o público pra aplaudir o time. A cada nome, o telão mostra um vídeozinho do jogador e 2 tochas no centro da quadra ateiam fogo, iluminando a torcida. Wow.

Aí o jogo começa. E o locutor, com a ajuda do DJ, continua de maestro do público a cada jogada. Tem o jeito ritmado de bater palmas, tem gritos de ataque, de defesa, grito de atrapalhar os lances-livres do adversário.

A cada pedido de tempo ou intervalo, entram dançarinas, mascote, distribuem camisetas e outros brindes, tem brincadeiras no telão (tipo a “Kiss Cam”, que um monte de filme mostra) e por aí vai.

Durante os playoffs, sempre tem alguma campanha extra pra engajar mais os torcedores. No ano passado, aqui em Miami, foi a campanha “White Hot”. Site, TV local, Twitter, Facebook… todos os canais com promoções variadas e pedidos para os torcedores irem ao estádio vestindo branco (apesar de que eles davam camisetas pra todo mundo, just in case). As cadeiras todas eram revestidas de branco também e, então, só de olhar as arquibancadas, já dava uma sensação de unidade, de “todo mundo junto pelo time” e tal.

Na saída dos jogos, no pé de uma das escadas rolantes… óbvio, tem uma lojinha com tudo-que-se-pode-comprar do Heat.

A parte ruim da história é a comida. Só junk food e tudo bem caro. Mas, tirando isso, é uma experiência bem bacana.

Ah, claro, e se você é fã de basquete como eu, ainda corre o risco de ver um jogão, com passes incríveis, cestas que você não sabe como entraram, enterradas fantásticas, bloqueios e roubadas de bola de levantar a torcida. Mas, você sabe, isso é só basquete, é bônus ;)

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Tecnologia tira emoção do esporte?

Até pouco tempo atrás, não tinha uma opinião completamente formada sobre o uso de resursos tecnológicos no esporte. Na verdade, sempre fui favorável a todo tipo de recurso pra evitar erros de arbitragem, mas tinha um pouco de dúvida sobre o impacto da adoção de tecnologia na emoção do jogo.

Por isso, foi ótimo ter assistido a alguns jogos de tênis no Sony Ericsson Open deste ano. Foi o primeiro torneio usando o sistema Hawk-Eye dentro das novas regras unificadas. É assim: os jogadores têm direito a questionar a marcação do juíz de linha, solicitando o replay das câmeras, podendo errar 3 vezes por set. Desta forma (número limitado de challenges), evita-se que o jogo seja interrompido várias vezes por estratégia/malandragem. No aspecto “emoção”, comprovei na prática: não há perda nenhuma, pelo contrário.

O jogo era Federer contra Andy Roddick. Jogão. A quadra principal lotada, apoiando o americano Roddick. Em um dos sets, Federer acha que sua bola foi dentro, apesar do juiz ter indicado o contrário, e pede o video-challenge. Nos telões, a repetição do trajeto da bola. E o que eu vi foi a platéia toda de olho na tela, torcendo de novo. Ao sair o resultado (out), confirmando a marcação anterior, nova comemoração. O mesmo ponto comemorado 2 vezes. Perda de emoção? De jeito nenhum.

Aí, depois disso, fui ver como andava essa discussão no futebol. Descobri que a Fifa vetou o uso de qualquer recurso tecnológico para ajudar os juízes. Não encontrei nenhuma boa justificativa. Puro conservadorismo.

Hoje, não tenho mais nenhuma dúvida. Qualquer que seja a modalidade, pensando na experiência toda, acho que o uso de tecnologia, bem aplicada, só enriquece o esporte. Sou a favor, e você?