Archive for the 'Família' Category

Árvore de Natal com enfeites de papel

Com um menino-maluquinho de 1 ano em casa, não tinha a menor condição de decorar a nossa árvore com as tradicionais bolas de vidro. Acho lindo, mas não durariam 5 minutos. Então, já que ando numa fase “handmade”, resolvi fazer enfeites de origami :) Foi meu projeto deste fim-de-semana passado e acho que o resultado ficou legal.

Juntei papéis coloridos, tesoura, fita dupla-face e barbante vermelho. Aí usei este tutorial para fazer caixinhas infláveis e este aqui para fazer a estrela do topo. Ficou assim:

DEZ 2012 - Enfeites

Hora de decorar a árvore. Tive um mini “ajudante”. Eu punha, ele tirava, eu punha, ele tirava.

DEZ 2012 - Xmas Tree 1

Um pouco mais de perto:

DEZ 2012 - Xmas Tree 2

À noite, iluminada:

DEZ 2012 - Xmas Tree 4

Pra prender a estrela no topo, encaixei a luzinha bem no centro do origami. Assim, a estrela brilha de verdade :)

DEZ 2012 - Xmas Tree 5

Pra finalizar, fiz esse varal pra colocar no cestinho:

DEZ 2012 - Xmas Tree 6

Voilà, árvore pronta. Papai Noel já pode vir nos visitar ;)

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Valeu, Miami. Próxima parada: Atlanta.

A relação que desenvolvemos com as cidades onde moramos é como um namoro. Ou um casamento, talvez. Como em todo relacionamento, existem pontos altos e baixos, crises e momentos inesquecíveis. Como em todo relacionamento, a convivência fica mais legal quando a gente aprende a entender e aceitar, sem condescendência, o outro.

Sou paulistana e amo São Paulo, não consigo evitar. É caótica, feia, tem um trânsito ridículo, violência e poluição. Mas é também a cidade onde estão minhas raízes, minha família, os meus melhores amigos… e a melhor pizza do mundo :) Minha infância, adolescência e boa parte da minha vida adulta foram (muito bem) vividas lá. Então, onde quer que eu esteja, parte de mim sempre vai ser paulista, com orgulho.

Aí, em 2008, veio Nova York. Até então – pra seguir na minha analogia do namoro – nunca tínhamos tido um compromisso de longo-prazo. Aliás, era a primeira vez que eu morava fora do Brasil.

“Ai, que chique”, algumas pessoas me diziam, quando eu contava sobre a mudança. Que nada, gente, viver em NY foi incrível, mas zero glamour. Apartamento pequeno, sem porteiro, sem lavanderia, empregada só a cada 15 dias, pegando metrô todo dia, fizesse chuva, sol ou neve. Mas eu não reclamava não. (Mentira, reclamava sim, mas feliz.)

Em NY, aprendi que toda minha banca de mulher independente não servia pra nada na hora que a saudade apertava, que falar inglês com sotaque não é um problema (pelo contrário), e que dá pra trabalhar muito e ainda sair em um horário razoável, sem culpa.

Mas a vida é feita de ciclos e meu ciclo nova-iorquino foi curto – pouco menos de 2 anos. Casei e, em 2010, começava minha relação com Miami. Não foi amor à primeira vista. Calor demais, outlets demais, Romero Britto demais, rs. Mas a cidade me conquistou. Miami me trouxe qualidade de vida, paz de espírito, a oportunidade de trabalhar no modelo de home-office, um novo time pra me matar do coração (Let’s go Heat!) e o ambiente perfeito pra começar minha família. Em Miami, me tornei mãe :) e, bom… isso, por si só, já garante um lugar cativo pra cidade nos meus ‘Top 5 Cities in the World’.

Em algumas semanas, vamos nos mudar de novo. E eu estou aqui, olhando pela janela a Biscayne Bay e o Bayfront Park, com o coração apertado. Vou sentir saudades. Mas, se vou sentir falta, é porque a experiência valeu a pena. E como valeu.

Próxima parada: Atlanta. I’m ready :)

… (sem palavras para descrever)

Pensei em fazer um post sobre a experiência de ser mãe, aproveitando o Dia das Mães que está chegando, o meu primeiro desde o nascimento do Dani. Comecei a escrever várias vezes. Apaguei tudo várias vezes. E cheguei a conclusão de que, por mais que eu fique tentando achar as palavras certas, vou sempre ficar com essa sensação de que não estou fazendo justiça, de que o texto ficou raso demais. Outros já fizeram isso melhor do que eu, em filmes, livros… e até comerciais de tv – como este da P&G que tanta gente comentou nas últimas semanas. Então acho que este não-post é o meu melhor jeito de dizer o quão especial é a maternidade pra mim. Grande demais pra caber aqui. Quem é mãe – e pai – me entende.