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Meu marido quer fazer exame de DNA no nosso filho

Desculpem-me pelo título sensacionalista, não resisti. Apesar de ser verdade, não tem nada a ver com teste de paternidade :) Até porque, de acordo com o que a gente tem ouvido, o Daniel é uma boa mistura de nós dois. Sorte a dele, herdou o melhor do pai e da mãe e é um bebê lindo. Mas o post não é pra eu me derreter falando da aparência dele. Aliás, queremos justamente ir além da aparência; queremos conhecer o genótipo dele. É aí que o exame de DNA entra na história. E, ao contrário do que eu dei a entender, a idéia é minha também.

Pode soar complexo ou coisa de pai neurótico, mas, na verdade, é bem mais simples do que parece. Vocês conhecem o 23andMe?

Eu nunca tinha ouvido falar, até meu marido (na época namorado) me dar de presente uma assinatura do tal Personal Genome Service e um kit de coleta, que basicamente é um tubinho pra você cuspir e enviar para o laboratório. Eu sei, não é o presente mais romântico do mundo, mas, se você conhece o Gui, sabe que é a cara dele fazer isso, rs. Mas estou divagando. De volta ao ponto:

O 23andMe faz testes genéticos a partir da sua saliva e publica os resultados online (numa interface bem bonitinha, por sinal). E aí dá para explorar o seu DNA e ver o que seus cromossomos podem te dizer sobre você.

No meu caso, por exemplo, descobri porque fico vermelha quando bebo – tenho só 1 gene ALDH2 ativo (a maioria das pessoas tem dois), que é o responsável pela quebra do álcool no organismo. Por outro lado, minha constituição genética indica que tenho memória ligeiramente melhor do que a média, rá! Mas bem mais relevante do que essas curiosidades foi poder entender meu risco de desenvolver determinadas doenças, identificar se sou portadora de alguma condição genética importante e checar como meu corpo responde a certas drogas e tratamentos.

Dá também pra comparar meus dados com os da comunidade, entender um pouco mais sobre meus ancestrais e procurar parentes pelo mundo, através do cruzamento dos meus dados com o restante da base de usuários. Ainda não fui a fundo em todas essas áreas, mas uma prima distante já me achou por ali.

E pra que vou querer saber que tenho maior predisposição a desenvolver Diabetes Tipo 2 ou Alzheimer quando for mais velha? O Sergey Brin (co-fundador do Google e marido da fundadora do 23andMe) explica isso melhor do que eu. Nesta entrevista pra Wired em 2010, ele conta que, através do serviço, descobriu ter 50% de chance de ter Parkinson (em média, os americanos tem só 1%).

“Eu sei, cedo na minha vida, que tenho uma grande tendência a ter essa condição. Agora, tenho a oportunidade de ajustar minha vida para reduzir as minhas chances (ex.: exercícios físicos podem ter um efeito protetor contra Parkinson). E também tenho a oportunidade de realizar e apoiar pesquisas sobre esta doença, muito antes de ser afetado por ela. E, independentemente da minha própria saúde, isso pode ajudar a minha família e a de outras pessoas também. Então eu tenho sorte em estar nesta posição. Até que a fonte da juventude seja descoberta, todos nós provavelmente vamos ter alguma doença quando ficarmos mais velhos, só que não sabemos o que teremos exatamente. Eu tenho uma ideia melhor do que podem ser os meus problemas de saúde e tenho décadas para me preparar pra enfrentá-los”.

Concordo com o ponto de vista dele. Vejo o 23andMe como um bom exemplo de como inovação e tecnologia podem ser revolucionários. Neste caso, tornando algo tão complexo quanto Genética em um serviço ao alcance de todo mundo.

Quanto ao nosso baby… os testes ainda não são eficazes nesta idade, então teremos que esperar alguns anos pra ver o que mais ele herdou de nós, além dos olhos puxados da mãe e do jeito de franzir a testa do pai.

Talvez você continue achando tudo isso coisa de pai neurótico… mas, bom, o Dani tem 2 pais data-geeks… o que você esperava? ;)

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“Up in the air”. Se cuida, George Clooney.

Um dos filmes que eu mais gosto com o George Clooney é “Amor sem Escalas” (“Up in the air”, em inglês, um título muito melhor por sinal). Aquele em que ele interpreta o Ryan Bingham, cliente super VIP da American Airlines, com milhares de milhas voadas e tal. No filme, a companhia aérea trata seus clientes (ao menos, os preferenciais) com respeito e atenção, seu serviço de bordo é simpático e eficiente, e a equipe de solo é sempre solícita e disposta a ajudar.

Na vida real, não é bem assim. Pelo menos, não é o que mostra essa pesquisa aqui: nas redes sociais, a maioria das vezes que alguém fala sobre uma companhia aérea é para falar mal, e no topo do ranking das reclamações está justamente a American Airlines. Só 12% das menções à AA são positivas. Adivinha? Eu faço parte dessa minoria.

Há pouco mais de 1 mês, voamos com o Dani (na época com 3 meses) pela primeira vez. Vôo longo, 8 horas entre Miami e São Paulo. Eu, que sempre reclamei das crianças berrando no vôo (e – detalhe – culpava os pais), estava um pouco apreensiva, com medo de queimar minha língua. Além disso, eu e meu marido tínhamos reservado assentos em classes diferentes e queríamos que a companhia re-arranjasse nossos lugares para podermos viajar juntos. Esse tipo de mudança, em um vôo normalmente lotado, é sempre meio complicada e eu já estava antecipando uma confusãozinha no aeroporto. Que nada. Desde o balcão do check-in, passando pelo lounge (Admirals Club), até o atendimento no portão de embarque, tivemos tratamento digno de George Clooney ;)

Já dentro do avião, tivemos mais uma sorte: nosso comissário de bordo tinha o maior jeito com crianças. Conversou com o Dani, nos ofereceu travesseiro e cobertor extra pra acomodarmos melhor o bebe… enfim, fez o que estava ao alcance dele pra tornar nossa viagem mais confortável.

Até que, logo depois da decolagem, o comissário se aproxima, pedindo pra confirmar o nome do bebê. “Eu sabia”, já fui logo pensando, “claro que deu algum rolo com essa troca de lugares, criança no colo etc”. Enfim, confirmamos as informações. Alguns minutos depois, ele retorna com um envelope.

Era um certificado de “Meu primeiro vôo” para o Daniel, assinado por ele e pelo capitão. Gesto pequeno, mas que tornou aquela primeira viagem de avião com o baby ainda mais marcante.

E só pra encerrar com chave de ouro, o Dani dormiu praticamente durante todo o trajeto e não incomodou ninguém.

Pra mim, está claro: a American Airlines já identificou que ele vai ser um viajante frequente, o próximo Mr. Bingham, e resolveu começar o processo de fidelização desde cedo. Predictive Marketing ;)

PS: Na semana passada, recebi uma carta da American, me comunicando que, apesar de eu não ter alcançado o número necessário de milhas, a companhia resolveu me conceder o status de cliente “platinum” e já me enviaram o novo cartão. É… se 88% dos clientes fala mal, é bom que eles tratem bem os 12% restantes mesmo :)

Me chamem de antiquada, mas eu gosto de coisas impressas :)

Sou super adepta a soluções digitais, mas hoje me dei conta que, só nos últimos meses, usei 3 serviços diferentes de… impressão!

Quando o Dani nasceu, usamos o Facebook pra fazer um “comunicado” geral. Mas, para nossas famílias e amigos mais próximos, resolvi fazer também um postal (esse aí da foto acima), registrando as principais informações do nascimento dele e aproveitando pra agradecer essas pessoas por compartilharem aquele momento tão especial com a gente. Daria pra ter dito o mesmo por email, claro, mas não seria a mesma coisa. Aqui nos Estados Unidos, esse negócio de “birth announcement” é bem mais comum que no Brasil e eu resolvi aderir. Em uma época de redes sociais, sei que virou uma prática meio ultrapassada (eu avisei no título do post), mas gostei de ter feito.

Usei o Tiny Prints pra isso e gostei bastante.

Bom, e aí quem tem criança em casa sabe bem: a quantidade de fotos que tiramos quadriplica! E, apesar de postar bastante coisa online, tem um hábito que eu não perdi, e sei que não vou perder tão cedo: montar álbuns :) Estou justamente nessa fase. Passo horas selecionando as melhores fotos, definindo o layout das páginas, escolhendo uma imagem pra capa, essas coisas. Adoro.

Pra isso, estou usando o MyPublisher, que uso há anos e acho ótimo. Não só a qualidade do photobook é excelente, mas o sisteminha pra montar o álbum é bem legal também. Depois de pronto, dá pra compartilhar o álbum online, numa interface igual a essa aqui:

O terceiro e último serviço de impressão que eu usei tem a ver com o meu “outro filho”, o Qwiz. Estava em dúvida se valia a pena produzir cartões de visita ou se não seria mais fácil (e mais eficiente) compartilhar meus contatos sempre em formato eletrônico. Toda vez que troco cartões com alguém, penso que essa é uma convenção com os dias contados… mas, enfim, por enquanto, ainda é praxe e eu confesso que gosto de ter meus cartões em papel.

Usei o moo.com pra fazer esses mini-cards aqui:

Então foi isso. 3 empresas diferentes para 3 propósitos diferentes. Em comum, os 3 serviços entregam uma experiência bacana do início (cadastro, site, software) ao fim (emails de status, entrega no prazo, boa qualidade do material final, embalagem bonitinha).

Ok, podem me chamar de antiquada agora ;)

O fim do… “Tia, posso olhar o seu carro?”

Miami é uma dessas cidades em que você precisa ter carro pra se virar. Quando alguém diz que alguma coisa é “perto” aqui, quer dizer que é perto pra ir de carro. Então, não tem jeito, a experiência com a cidade passa por dirigir, abastecer, estacionar…

Quem me conhece sabe bem: eu detesto dirigir. Vivia dizendo isso em São Paulo. Quando me mudei pra Nova York, uma das vantagens que eu via era justamente essa, não precisar de carro. E por aí vai. Mas, dia desses, estava me dando conta de que, depois de 2 anos em Miami, nunca mais reclamei disso.

A princípio, achei que o motivo era bem óbvio: aqui não tem trânsito e o carro é automático. Mas vai além disso. Tem a ver com a boa condição das highways, com a boa sinalização, com o fato das ruas serem numeradas de um jeito lógico, com motoristas que respeitam as leis de trânsito e, não ria, tem a ver com o fato de não ter ninguém me perguntando “Tia, posso olhar o seu carro?”.

Juro, esse negócio dos flanelinhas em São Paulo me tirava do sério. Não por ter que pagar para estacionar na rua (aqui também se paga), mas por me sentir obrigada a pagar pra não correr o risco de ser retaliada. Achava o fim do mundo. E, claro, não vou nem comentar o fato deles me verem como “tia” :)

Por aqui, as vagas nas ruas são todas demarcadas (e bem amplas, considerando que ainda tem mais SUVs que compactos) e você tem que usar os parquímetros para pagar pela quantidade de tempo que você pretende usar a vaga. Ou – e essa, pra mim, é a invenção mais útil de todas – você pode usar o serviço Pay By Phone, que te permite pagar o estacionamento pelo celular. Tem em quase todo lugar e, numa cidade quente como Miami, faz bastante diferença não ter que ficar debaixo do sol para usar o parquímetro.

O serviço é bem prático: você liga e fornece o location number (esse escrito na placa verde), o número de minutos que deseja usar e, pronto, o valor é descontado do seu cartão de crédito (previamente cadastrado) e essa informação vai automaticamente para os computadores/tablets dos guardas de trânsito. Aí, quando faltam 5 minutos para expirar o seu tempo, você recebe um aviso por sms, com a opção de extender seu período de estacionamento. Life saver. Do jeito que sou distraída, esse alerta já me livrou de muitas multas.

Outra coisa útil é poder entrar no site e ter acesso ao relatório detalhado dos dias em que o serviço foi usado. Não é meu caso, mas, pra quem precisa pedir reembolso de estacionamento, por exemplo, é muito mais prático e organizado do que ficar juntando um monte de papelzinho, recibo etc.

Então é isso. Minha conclusão: eu não odeio dirigir, no fim das contas. O que eu não gostava era de dirigir no caos paulistano. Só eu, né? :)