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“Up in the air”. Se cuida, George Clooney.

Um dos filmes que eu mais gosto com o George Clooney é “Amor sem Escalas” (“Up in the air”, em inglês, um título muito melhor por sinal). Aquele em que ele interpreta o Ryan Bingham, cliente super VIP da American Airlines, com milhares de milhas voadas e tal. No filme, a companhia aérea trata seus clientes (ao menos, os preferenciais) com respeito e atenção, seu serviço de bordo é simpático e eficiente, e a equipe de solo é sempre solícita e disposta a ajudar.

Na vida real, não é bem assim. Pelo menos, não é o que mostra essa pesquisa aqui: nas redes sociais, a maioria das vezes que alguém fala sobre uma companhia aérea é para falar mal, e no topo do ranking das reclamações está justamente a American Airlines. Só 12% das menções à AA são positivas. Adivinha? Eu faço parte dessa minoria.

Há pouco mais de 1 mês, voamos com o Dani (na época com 3 meses) pela primeira vez. Vôo longo, 8 horas entre Miami e São Paulo. Eu, que sempre reclamei das crianças berrando no vôo (e – detalhe – culpava os pais), estava um pouco apreensiva, com medo de queimar minha língua. Além disso, eu e meu marido tínhamos reservado assentos em classes diferentes e queríamos que a companhia re-arranjasse nossos lugares para podermos viajar juntos. Esse tipo de mudança, em um vôo normalmente lotado, é sempre meio complicada e eu já estava antecipando uma confusãozinha no aeroporto. Que nada. Desde o balcão do check-in, passando pelo lounge (Admirals Club), até o atendimento no portão de embarque, tivemos tratamento digno de George Clooney ;)

Já dentro do avião, tivemos mais uma sorte: nosso comissário de bordo tinha o maior jeito com crianças. Conversou com o Dani, nos ofereceu travesseiro e cobertor extra pra acomodarmos melhor o bebe… enfim, fez o que estava ao alcance dele pra tornar nossa viagem mais confortável.

Até que, logo depois da decolagem, o comissário se aproxima, pedindo pra confirmar o nome do bebê. “Eu sabia”, já fui logo pensando, “claro que deu algum rolo com essa troca de lugares, criança no colo etc”. Enfim, confirmamos as informações. Alguns minutos depois, ele retorna com um envelope.

Era um certificado de “Meu primeiro vôo” para o Daniel, assinado por ele e pelo capitão. Gesto pequeno, mas que tornou aquela primeira viagem de avião com o baby ainda mais marcante.

E só pra encerrar com chave de ouro, o Dani dormiu praticamente durante todo o trajeto e não incomodou ninguém.

Pra mim, está claro: a American Airlines já identificou que ele vai ser um viajante frequente, o próximo Mr. Bingham, e resolveu começar o processo de fidelização desde cedo. Predictive Marketing ;)

PS: Na semana passada, recebi uma carta da American, me comunicando que, apesar de eu não ter alcançado o número necessário de milhas, a companhia resolveu me conceder o status de cliente “platinum” e já me enviaram o novo cartão. É… se 88% dos clientes fala mal, é bom que eles tratem bem os 12% restantes mesmo :)

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Nadando com os tubarões-baleia

Faz quase 2 anos e eu me lembro como se fosse ontem.

Era feriado de Memorial Day e estávamos na Riviera Maia. Antes de viajar, já tinha lido que, mais ou menos entre fim de Maio e início de Setembro, os tubarões-baleia migravam pras águas quentes desta região do México e que algumas empresas faziam o tour de barco até as ilhas Contoy e Holbox, onde não só dá pra vê-los (já que eles passam bastante tempo nadando próximo da superfície), como dá pra nadar e fazer snorkel ali com eles. Óbvio que eu quis fazer o passeio.

Logo cedinho, as 6 da manhã, a van nos pegou no nosso hotel em Playa Del Carmen, pra nos levar pra Puerto Juarez, um porto pequeno, bem simples, de onde saem os barcos do tour. Lá, é feito o que eles chamam de briefing do programa. É aí que dão toda a “ficha técnica” do bicho: o tubarão-baleia é o maior dos tubarões e, na verdade, o maior peixe vivo conhecido, podendo chegar a 15 metros e pesar mais de 20 toneladas.

“O tamanho vai assustar, mas eles são inofensivos”, diz nosso guia, explicando que eles se alimentam basicamente só de plânctons e que, apesar da boca gigante e de terem dentes, não sabem mastigar.

Como não dá pra combinar um horário e ponto de encontro com os tubarões, saímos no barco à procura deles, sem garantia de conseguir encontrá-los.

“Fiquem de olho na água e procurem as barbatanas!”

Ai, barbatanas? Começou a dar um friozinho na barriga.

Mais de 40 minutos depois e nada. A gente já tinha visto tartarugas e peixe-bois no trajeto e eu já estava quase me dando por satisfeita, quando alguém grita “Lá, lá, estou vendo!”.

Wow. Conforme fomos nos aproximando do lugar, fui vendo: dez… quinze… uns 20 tubarões nadando juntos, com as barbatanas pra fora da água, marca-registrada de qualquer tubarão que se preze, mesmo que seja “baleia”.

Hora de pular na água. Sabe aquela explicação de que são inofensivos? Então, nessa hora você reza pra ser mesmo verdade :) e se joga.

Logo que mergulhei, avistei um deles e resolvi ficar ali parada, pra observar melhor. De repente, meu marido me cutuca e sinaliza pra eu sair dali. Virei pra olhar e só vi o bocão do bicho vindo na minha direção. Socorro. Nadei um pouco pra sair do caminho dele, só que ele também resolveu desviar de mim! Ou seja, continuei de frente pra ele. Saí nadando feito maluca, achando que ia ser engolida, manchete dos jornais, tragédia. Fiasco, Claudia. Mas depois que me acostumei e aprendi onde me posicionar pra vê-los passando bem de pertinho, não queria mais sair dali por nada.

Que experiência incrível. Dessas que te colocam no teu devido lugar, que te lembram que a vida é muito maior que o teu mundinho de trabalho-casa-trabalho, que renovam tuas energias.

Na época, não tinha filho. Hoje, fico pensando nas coisas que quero ensinar pra ele. Amar a natureza e os animais (não só os de estimação) é uma dessas coisas. E está decidido: nadar com tubarões-baleia vai ser uma das lições.

Você assiste TV? “There’s an app for that”.

Hoje em dia, quase todo mundo assiste tv com o celular ou a tablet na mão. (51% dos americanos dizem que fazem isso, de acordo com essa pesquisa aqui.)

Com a internet na palma da mão, ficou bem mais fácil saber “de onde eu conheço esse ator mesmo” ou “como chama o diretor desse filme” ou “com quem essa atriz é casada” ou… bom, você entendeu meu ponto. Isso sem falar que ninguém espera mais o dia seguinte, na hora do cafezinho, pra comentar o capítulo da novela, o resultado do jogo ou o paredão do BBB. Agora, é só tuitar ou atualizar seu Facebook, enquanto você assiste o que quer que seja. Assim, tudo ao mesmo tempo agora, em real time. Assistir tv virou uma experiência coletiva, social. (Né não, Mario Mendes*? ;))

Então, é mais do que natural que tenham surgido vários aplicativos para fazer a ponte entre tv e internet, explorando esse conceito de “segunda tela” (1a tela: sua tv + 2a tela: seu aparelho móvel). Um dos que eu achei mais legal nessa linha foi o app pra iPad que a rede ABC lançou para Grey’s Anatomy na temporada passada. Sou fã assumida da série (sem julgamentos, por favor) e claro que quis testar o aplicativo.

Funcionava assim: o app “ouvia” o som da sua TV e reconhecia a parte do episódio em que você estava. Aí sincronizava o conteúdo, mostrando informações daquela cena específica, com depoimentos do diretor, curiosidades dos bastidores e dos atores, enquetes dentro do contexto do que você estava assistindo e algumas outras gracinhas, tipo a possibilidade de fazer “check-in” (a la Foursquare) em alguns lugares do fictício Seattle Grace-Mercy West Hospital :) E claro que toda interação podia ser também compartilhada via Facebook.

Como a sincronização era feita através de reconhecimento de áudio e nada a ver com o horário da exibição, tudo funcionava mesmo se você estivesse assistindo um episódio gravado ou uma reprise. Além disso, o app também agregava os vários “tweets” sobre o show e permitia que você postasse seus comentários ali na mesma interface, sem ter que sair do aplicativo.

No começo, achei a experiência meio “ai-meu-deus-pra-onde-eu-olho-agora” e demorei um tempo até conseguir prestar atenção direito no episódio e, ao mesmo tempo, checar o conteúdo extra do app. Mas, como eu estava gravando (santo DVR!), era só voltar o que eu tinha perdido e pronto. No geral, achei a brincadeira bem divertida. Pra ABC, por outro lado, acho que não foi tão divertido assim e provavelmente o custo de produzir conteúdo só para os usuários de iPad não se justificava, porque o app não está mais disponível pra nova temporada.

(Na mesma época, a Fox também lançou algo parecido pra série Bones, mas não opino, porque não testei.)

Além desses aplicativos para seriados específicos, experimentei dia desses o Umami, que usa a mesma tecnologia de sync e funciona com a maioria dos programas nacionais das grandes redes de tv daqui.

É um serviço simples (basicamente um agregador do que está disponível online), mas achei uma das funcionalidades interessante. Você pode “congelar” um frame do que está assistindo na tv e postar aquela imagem (tipo um printscreen) nas suas redes sociais.

Pelo que li, foi um recurso bastante usado na transmissão do Oscar deste ano. Faz sentido, né? Dá pra usar os printscreens do tapete vermelho pra comentar os looks do povo, usar as imagens dos premiados para falar sobre os discursos e assim vai.

Acho que, em breve, vai ter mais gente desenvolvendo soluções desse tipo no Brasil também. Oportunidades pra fazer coisas legais nessa linha não faltam.

Hmm, pensando bem, só espero que a Globo demore pra lançar um app desse tipo para o Big Brother… senão minha amizade com o Mário vai ficar seriamente comprometida :D

(*) Em tempo: Mario é meu amigo querido, escreve o blog Disponível em VHS, é viciado em cultura inútil (como ele mesmo se descreve) e o maior tuitador sobre BBB que eu conheço.

Me chamem de antiquada, mas eu gosto de coisas impressas :)

Sou super adepta a soluções digitais, mas hoje me dei conta que, só nos últimos meses, usei 3 serviços diferentes de… impressão!

Quando o Dani nasceu, usamos o Facebook pra fazer um “comunicado” geral. Mas, para nossas famílias e amigos mais próximos, resolvi fazer também um postal (esse aí da foto acima), registrando as principais informações do nascimento dele e aproveitando pra agradecer essas pessoas por compartilharem aquele momento tão especial com a gente. Daria pra ter dito o mesmo por email, claro, mas não seria a mesma coisa. Aqui nos Estados Unidos, esse negócio de “birth announcement” é bem mais comum que no Brasil e eu resolvi aderir. Em uma época de redes sociais, sei que virou uma prática meio ultrapassada (eu avisei no título do post), mas gostei de ter feito.

Usei o Tiny Prints pra isso e gostei bastante.

Bom, e aí quem tem criança em casa sabe bem: a quantidade de fotos que tiramos quadriplica! E, apesar de postar bastante coisa online, tem um hábito que eu não perdi, e sei que não vou perder tão cedo: montar álbuns :) Estou justamente nessa fase. Passo horas selecionando as melhores fotos, definindo o layout das páginas, escolhendo uma imagem pra capa, essas coisas. Adoro.

Pra isso, estou usando o MyPublisher, que uso há anos e acho ótimo. Não só a qualidade do photobook é excelente, mas o sisteminha pra montar o álbum é bem legal também. Depois de pronto, dá pra compartilhar o álbum online, numa interface igual a essa aqui:

O terceiro e último serviço de impressão que eu usei tem a ver com o meu “outro filho”, o Qwiz. Estava em dúvida se valia a pena produzir cartões de visita ou se não seria mais fácil (e mais eficiente) compartilhar meus contatos sempre em formato eletrônico. Toda vez que troco cartões com alguém, penso que essa é uma convenção com os dias contados… mas, enfim, por enquanto, ainda é praxe e eu confesso que gosto de ter meus cartões em papel.

Usei o moo.com pra fazer esses mini-cards aqui:

Então foi isso. 3 empresas diferentes para 3 propósitos diferentes. Em comum, os 3 serviços entregam uma experiência bacana do início (cadastro, site, software) ao fim (emails de status, entrega no prazo, boa qualidade do material final, embalagem bonitinha).

Ok, podem me chamar de antiquada agora ;)

O fim do… “Tia, posso olhar o seu carro?”

Miami é uma dessas cidades em que você precisa ter carro pra se virar. Quando alguém diz que alguma coisa é “perto” aqui, quer dizer que é perto pra ir de carro. Então, não tem jeito, a experiência com a cidade passa por dirigir, abastecer, estacionar…

Quem me conhece sabe bem: eu detesto dirigir. Vivia dizendo isso em São Paulo. Quando me mudei pra Nova York, uma das vantagens que eu via era justamente essa, não precisar de carro. E por aí vai. Mas, dia desses, estava me dando conta de que, depois de 2 anos em Miami, nunca mais reclamei disso.

A princípio, achei que o motivo era bem óbvio: aqui não tem trânsito e o carro é automático. Mas vai além disso. Tem a ver com a boa condição das highways, com a boa sinalização, com o fato das ruas serem numeradas de um jeito lógico, com motoristas que respeitam as leis de trânsito e, não ria, tem a ver com o fato de não ter ninguém me perguntando “Tia, posso olhar o seu carro?”.

Juro, esse negócio dos flanelinhas em São Paulo me tirava do sério. Não por ter que pagar para estacionar na rua (aqui também se paga), mas por me sentir obrigada a pagar pra não correr o risco de ser retaliada. Achava o fim do mundo. E, claro, não vou nem comentar o fato deles me verem como “tia” :)

Por aqui, as vagas nas ruas são todas demarcadas (e bem amplas, considerando que ainda tem mais SUVs que compactos) e você tem que usar os parquímetros para pagar pela quantidade de tempo que você pretende usar a vaga. Ou – e essa, pra mim, é a invenção mais útil de todas – você pode usar o serviço Pay By Phone, que te permite pagar o estacionamento pelo celular. Tem em quase todo lugar e, numa cidade quente como Miami, faz bastante diferença não ter que ficar debaixo do sol para usar o parquímetro.

O serviço é bem prático: você liga e fornece o location number (esse escrito na placa verde), o número de minutos que deseja usar e, pronto, o valor é descontado do seu cartão de crédito (previamente cadastrado) e essa informação vai automaticamente para os computadores/tablets dos guardas de trânsito. Aí, quando faltam 5 minutos para expirar o seu tempo, você recebe um aviso por sms, com a opção de extender seu período de estacionamento. Life saver. Do jeito que sou distraída, esse alerta já me livrou de muitas multas.

Outra coisa útil é poder entrar no site e ter acesso ao relatório detalhado dos dias em que o serviço foi usado. Não é meu caso, mas, pra quem precisa pedir reembolso de estacionamento, por exemplo, é muito mais prático e organizado do que ficar juntando um monte de papelzinho, recibo etc.

Então é isso. Minha conclusão: eu não odeio dirigir, no fim das contas. O que eu não gostava era de dirigir no caos paulistano. Só eu, né? :)

O restaurante do Kill Bill em Tókio

Quem viu Kill Bill com certeza se lembra da luta da Uma Thurman contra o exército yakuza da Lucy Liu, os “Crazy 88”. No filme, a cena acontece no restaurante House of Blue Leaves. Em Tókio, fica o verdadeiro restaurante, Gonpachi, que inspirou Tarantino.

Estivemos lá no finzinho de 2010. Como o lugar é concorrido, tem que fazer reserva antes. Eu não falo japonês (vergonha), mas tem um formulário pra fazer online. Assim como quem não quer nada, e achando que ninguém ia ler mesmo, resolvi avisar que era nosso aniversário de 1 ano de casamento. Algumas horas depois, recebo um email de confirmação (em inglês):

Dear Claudia, we hope you have a good time with us on your 1 year wedding anniversary. Your reservation is confirmed.

Simpático, né?

No dia agendado, pegamos o metrô (assunto pra outro post, por sinal) e fomos para lá. Não é um lugar sofisticado, pelo contrário. É o que os japoneses chamam de izakaya, um bar que também serve comida em pequenas porções. Na entrada, alguns quadros de famosos que já visitaram o lugar. Entre eles, claro, Quentin Tarantino. Em uma prateleira de vidro, mais algumas referências ao filme (o clássico macacão amarelo, espada, coisas assim), expostas de um jeito discreto, sem a intenção de tornar o lugar um restaurante temático. Pensando bem, nem precisaria de referência nenhuma para associar o Gonpachi ao Kill Bill. Basta entrar no salão. A construção de madeira, a disposição das mesas, o balcão central tipo bar, as várias pequenas luminárias no teto, o mezanino com mesas e cabines reservadas… Dá pra se sentir no House of Blue Leaves sim.

Mas não é só o ambiente que faz a visita valer a pena. A comida é bem boa (experimentamos diferentes tipos de yakitori, sushi e outros petiscos) e o serviço é ótimo.

Falando em ótimo serviço, o toque final veio no fim do jantar. Pedimos para ver as sobremesas e o garçom trouxe o cardápio, mas veio acompanhado pelo gerente do restaurante.

“Vim para dar parabéns pelo aniversário de casamento. A sobremesa é por nossa conta, uma das especialidades da casa”, indicando para o nosso garçom colocar o bolinho tipo petit gateau na mesa, com direito a vela e Happy 1st Anniversary escrito com chocolate no prato :)

Nossa, nem eu lembrava que tinha contado sobre a data no meu e-mail alguns dias antes! E foi isso que tornou o gesto uma surpresa tão legal. Naquela noite, em nenhum momento, fizemos menção ao aniversário. Não estávamos esperando nada.

Enfim, se morássemos em Tókio, teria me tornado uma cliente fiel. Como não moramos, o mínimo que posso fazer é escrever um post a respeito da experiência ;)

“NBA experience”. É legal mesmo pra quem não gosta de basquete.

Sempre gostei muito de esporte, mas, mesmo pra quem não gosta, assistir a um jogo da NBA ao vivo, seja em qual cidade for, é uma experiência legal. Se for pra torcer para o time da casa, melhor. Se for contra um outro time forte, melhor ainda. Se for durante os playoffs, melhor ainda ainda :)

Moramos a algumas quadras do American Airlines Arena, a casa do Miami Heat, então, sempre que dá, vamos ao estádio torcer para o time. E sempre que alguém vem nos visitar, tentamos incluir um jogo no programa.

Se você não gosta de basquete, vale pelo evento, pelo “show”. Não dá pra negar, americanos sabem fazer este tipo de show como ninguém.

Caso você nunca tenha ido, deixa eu tentar te dar uma idéia de como é (e imagino que seja mais ou menos assim em qualquer estádio):

Antes do jogo, o locutor apresenta os jogadores titulares. Primeiro, os do time adversário, anunciados em um tom de voz intencionalmente sem emoção, num desânimo só. Acho graça disso toda vez. Em seguida, os do time da casa. Mas aí calma, que não dá pra apresentar os nossos jogadores assim, sem um drama. Então tá. As luzes todas se apagam. O telão se acende. Os letreiros luminosos das arquibancadas começam a piscar.

IT IS TIME, anuncia o locutor, chamando o público pra aplaudir o time. A cada nome, o telão mostra um vídeozinho do jogador e 2 tochas no centro da quadra ateiam fogo, iluminando a torcida. Wow.

Aí o jogo começa. E o locutor, com a ajuda do DJ, continua de maestro do público a cada jogada. Tem o jeito ritmado de bater palmas, tem gritos de ataque, de defesa, grito de atrapalhar os lances-livres do adversário.

A cada pedido de tempo ou intervalo, entram dançarinas, mascote, distribuem camisetas e outros brindes, tem brincadeiras no telão (tipo a “Kiss Cam”, que um monte de filme mostra) e por aí vai.

Durante os playoffs, sempre tem alguma campanha extra pra engajar mais os torcedores. No ano passado, aqui em Miami, foi a campanha “White Hot”. Site, TV local, Twitter, Facebook… todos os canais com promoções variadas e pedidos para os torcedores irem ao estádio vestindo branco (apesar de que eles davam camisetas pra todo mundo, just in case). As cadeiras todas eram revestidas de branco também e, então, só de olhar as arquibancadas, já dava uma sensação de unidade, de “todo mundo junto pelo time” e tal.

Na saída dos jogos, no pé de uma das escadas rolantes… óbvio, tem uma lojinha com tudo-que-se-pode-comprar do Heat.

A parte ruim da história é a comida. Só junk food e tudo bem caro. Mas, tirando isso, é uma experiência bem bacana.

Ah, claro, e se você é fã de basquete como eu, ainda corre o risco de ver um jogão, com passes incríveis, cestas que você não sabe como entraram, enterradas fantásticas, bloqueios e roubadas de bola de levantar a torcida. Mas, você sabe, isso é só basquete, é bônus ;)